MEUS DESASSOSSEGOS

25-04-2011 12:13

 

 
Este Blog
Link daqui
Este Blog
 
 
 
 
 
 
Link daqui
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SOCIEDADE DO MEDO

 
Posso fingir não ver. Posso fingir que o oportunismo, a demagogia e a vileza de quem diz representar o povo não me deixam indignada.
Posso fingir não notar a sutileza sub-reptícia dos discursos improfícuos. Posso fingir que não percebo os interesses escusos e inconfessáveis. Posso fingir que acredito que se importam comigo, com meus bens e com minha família. Posso fingir. Mas não quero.
Falar em “desarmamento” é, no mínimo, aviltante.
A uma porque quem deve ser desarmado é o bandido e não o cidadão. E bandido não entrega arma em campanhas infames. 
A duas porque a compra de armas hoje é “privilégio” de poucos, nos expressos termos da Lei 10.826/2003 (regulamentada pelo Decreto 5.123/2004).
Retirar a possibilidade dos cidadãos adquirirem uma arma para garantia da própria segurança, não reduz a violência posto esta não estar nas armas, estar no homem. Armas não disparam sozinhas.
Os governantes não possuem competência para salvaguardar seus tutelados e, em virtude disso, tentam tolher o legítimo direito à DEFESA. Não cabe a um Estado "democrático" cassar direitos, mas criar políticas sérias de combate à criminalidade, com leis que funcionem e com severa punição aos criminosos e aos corruptos.
Não é moral usar episódios consternadores para iludir e induzir as massas, e para tentar, uma vez mais, coibir o direito à defesa. Os fatos tristes ocorridos no Rio de Janeiro (e ocorridos diariamente em diversos outros locais) devem ser lamentados profundamente sem hipocrisia.
Passou da hora de combater a CRIMINALIDADE, mas em vez disso, o governo deseja desarmar cidadãos honestos que pagam impostos escorchantes. A culpa de a violência atingir níveis tão alarmantes não é da população, é do crescimento avassalador da criminalidade não contida. Se ao possuir arma, o civil corre risco de que o criminoso dela apodere-se, decerto quem precisa de punição é o criminoso. Antes. E definitivamente.
O que houve em Realengo não é culpa das armas, é culpa da maldade humana, da falta de fiscalização, da impunidade e da indiferença. O que fez um homem degenerado, também vítima do descaso, entrar livremente em uma escola municipal e realizar um verdadeiro massacre, não foram as duas armas que carregava; foi a negligência, a falta de cuidado e o desrespeito da Administração Pública e da sociedade.
Não permitamos que deputados e senadores demagogos e incompetentes continuem usando tragédias para alcançar seus interesses escusos. A população de bem não deve ser proibida de adquirir armas (se assim desejar); o que precisa haver é mudança draconiana do CÓDIGO DE PROCESSO PENAL para que as leis sejam aplicadas com coerência.
O episódio de Realengo, repiso, não é um caso isolado. Quantas hidras mais serão necessárias para que, de modo real, indignemo-nos?! O que está havendo com a opinião pública nesse momento não é indignação; é lamentação, desalento e impotência. Indignação é ir além! É não permitir que a vontade do povo, manifestada em 23 de outubro de 2005 (referendo do “desarmamento”), seja desprezada com vileza por políticos escolados na arte do logro.
Procurei crer que o povo brasileiro fosse corajoso; mas não sabem o que é ter coragem. Sem querer censurar qualquer pessoa (a não ser as aves de rapina da política), algumas coisas não fazem sentido (para mim) no lamentável massacre: Onde estavam os professores e funcionários da escola? Nenhum deles possuía celular? A vulnerabilidade do atirador ao recarregar as armas não estimulou os adultos à ação?... São perguntas retóricas. Ademais, não se pode analisar o comportamento das pessoas sob circunstâncias tão extremas; mas fica o assunto para discussão.
Sociedade acuada. Dominada por seus próprios medos. Refém de situações de confronto e dor. Desarmada. Desalmada.
Minha resposta é não à tentativa de um novo referendo ou de um plebiscito; minha resposta é não à demagogia, ao oportunismo, à transigência de fatos odiosos para consecução de objetivos suspeitos.
Igualmente, minha resposta às armas é não, sobretudo às armas do espírito; não posso conceber, porém, que homens sem moral e sem qualquer habilidade para respeitar e para proteger, reprimam direitos, deixando cada vez mais indefesa a população.

Contacto

Clube de Tiro Paraminense-CTP

BR352 KM 523,8
Pará de Minas-MG
35661-010

37 9927-9966

Colunas

Carlos Aloysio Parte II

22-02-2014 20:56
Para quem gosta de uma boa "espinguarda de chumbinho", essa matéria pode parecer absurda. Confesso que há três anos eu pensava da mesma maneira que muitos aficionados pelo tiro de chumbinho. E a história quase sempre é mesma: somos seduzidos pelas programas na internet que oferecem ofertas...

Carlos Aloysio

28-02-2011 15:18
CARABINA DE AR COMPRIMIDO (Fonte: Armas de Pressão: Ciência e Técnicas de Tiro, Nelson L. de Faria)   Ar Comprimido ou Pressão? Alguns dizem Armas de Ar Comprimido. Outros dizem Armas de Pressão. Há aqueles que procuram definir, como Ar Comprimido, as armas de ar pré-carregadas (PCP) e, como...